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A minha vida é feita de silêncios
Daquilo que falo e não devo
Do que oiço e não entendo
De tudo o que não dizem os compêndios
Mas sobre os quais eu escrevo
Por vezes ostracizando quem está lendo
O silêncio em meu redor é ensurdecedor
Daqueles que choram por falta de sustento
Dos que não tem alimento do saber
Enquanto outros remoem a dor
Pela falta de um poderoso alento
Ao sentirem que nada podem fazer
Que mundo de silêncios atroz
Que sociedade azeda e amarga enfrentamos
Onde devia haver amor está o ódio
Nosso barco não passa de uma casca de noz
Num mar de ondas em que volteamos
De uma vida que parece um nó górdio
Crianças famintas brincam na rua
Sedentas e andrajosamente vestidas
Olham-nos com temor e estendem a mão
Esboçam um sorriso triste de uma face crua
Já enrugada pelas fortes investidas
De uma vida que apenas conhece o não
O não de uma carência quase total
De vidas esquecidas e amarguradas
Por aqueles que tudo tem e usufruem
Embora sabendo que o seu destino é fatal
Mas não prescindem de pequenos nadas
Para socorrer os que nada tem
Silêncio no negrume de noites malditas
Em que se tornou a vida de muitos seres
Pela falta de pão, amor, justiça, ensino e paz
Algumas das muitas e negras desditas
Que atingem milhões sem haveres
Que o Mundo não cala por não ser capaz
Daquilo que falo e não devo
Do que oiço e não entendo
De tudo o que não dizem os compêndios
Mas sobre os quais eu escrevo
Por vezes ostracizando quem está lendo
O silêncio em meu redor é ensurdecedor
Daqueles que choram por falta de sustento
Dos que não tem alimento do saber
Enquanto outros remoem a dor
Pela falta de um poderoso alento
Ao sentirem que nada podem fazer
Que mundo de silêncios atroz
Que sociedade azeda e amarga enfrentamos
Onde devia haver amor está o ódio
Nosso barco não passa de uma casca de noz
Num mar de ondas em que volteamos
De uma vida que parece um nó górdio
Crianças famintas brincam na rua
Sedentas e andrajosamente vestidas
Olham-nos com temor e estendem a mão
Esboçam um sorriso triste de uma face crua
Já enrugada pelas fortes investidas
De uma vida que apenas conhece o não
O não de uma carência quase total
De vidas esquecidas e amarguradas
Por aqueles que tudo tem e usufruem
Embora sabendo que o seu destino é fatal
Mas não prescindem de pequenos nadas
Para socorrer os que nada tem
Silêncio no negrume de noites malditas
Em que se tornou a vida de muitos seres
Pela falta de pão, amor, justiça, ensino e paz
Algumas das muitas e negras desditas
Que atingem milhões sem haveres
Que o Mundo não cala por não ser capaz