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De pés descalços seguia pelo caminho
O frio penetrava-me intensamente
Uma chuva miudinha escorria pela face
A camisa ensopada até ao colarinho
Enregelava meu corpo incessantemente
Sentia-me mais molhado que uma alface
Olhei para o céu e comecei a pensar
Vou andar mais depressa, vou correr
Talvez consiga chegar a um abrigo
E então poderei finalmente descansar
Aliviar um pouco este meu sofrer
Pois penso não merecer tal castigo
Na precipitação da marcha acelerada
Escorrego e caio desamparadamente
As palmas das mãos rasparam na areia
Vi que uma delas estava dilacerada
Gotas de sangue brotaram repetidamente
Tinha que procurar uma panaceia
O frio passou como por encanto
A dor era agora o esgar do meu sentir
Soergui-me imerso em mil pensamentos
Estava triste e soltei um leve pranto
Confesso a fraqueza, não sei mentir
Sou um homem de sentimentos
Retomei a caminhada, agora sem tino
Não sabia para onde ia ou o que queria
Vislumbrei um vulto ao longe e aguardei
Já não sabia o que fazer, parecia um cretino
Esperei curioso para ver quem seria
E na borda da passagem me sentei
Um homem de bastante idade e mal vestido
Fitou-me longamente com alguma compaixão
Amigo está ferido? Perguntou delicadamente
Sim, respondi meio atordoado e sem sentido
Ajudou-me a levantar e deu-me a mão
Pensei para comigo: é um anjo certamente
Uma chuva miudinha escorria pela face
A camisa ensopada até ao colarinho
Enregelava meu corpo incessantemente
Sentia-me mais molhado que uma alface
Olhei para o céu e comecei a pensar
Vou andar mais depressa, vou correr
Talvez consiga chegar a um abrigo
E então poderei finalmente descansar
Aliviar um pouco este meu sofrer
Pois penso não merecer tal castigo
Na precipitação da marcha acelerada
Escorrego e caio desamparadamente
As palmas das mãos rasparam na areia
Vi que uma delas estava dilacerada
Gotas de sangue brotaram repetidamente
Tinha que procurar uma panaceia
O frio passou como por encanto
A dor era agora o esgar do meu sentir
Soergui-me imerso em mil pensamentos
Estava triste e soltei um leve pranto
Confesso a fraqueza, não sei mentir
Sou um homem de sentimentos
Retomei a caminhada, agora sem tino
Não sabia para onde ia ou o que queria
Vislumbrei um vulto ao longe e aguardei
Já não sabia o que fazer, parecia um cretino
Esperei curioso para ver quem seria
E na borda da passagem me sentei
Um homem de bastante idade e mal vestido
Fitou-me longamente com alguma compaixão
Amigo está ferido? Perguntou delicadamente
Sim, respondi meio atordoado e sem sentido
Ajudou-me a levantar e deu-me a mão
Pensei para comigo: é um anjo certamente
14 comentários:
Há muitos percalços nessa vida: mutantes porcolíticos,corruptos e variados, mas também há milagres: homens bons e também anjos entre nós; e os anjos nos ajudam a aplacar as dores, as lágrimas, as tormentas do mundo que nos cerca.
Muito bom o seu texto;
Parabéns!
Olá..
Belo espaço este seu..
Obrigada pela visitinha e pelo comentário carinhoso..
Volte sempre..
Abraço..
Eduardo,
parabéns pelo blog! E obrigado pela caricatura e link no sidebar.
Forte abraço
Olá Eduardo... obrigada pela visita no meu blog, pode aparecer por la sempre!
Também frequentarei o seu!
Abs!
Eduardo,
Vim agradecer seu gentil comentário
e conhecer sus poesia...
Me encantei e Te Sigo daqui por diante.
Bjo e uma Noite de Paz.
Olá Eduardo, como vai? Faz tempo que não nos falamos mas como somos seguidores um do outro eu vim te convidar para um desafio que está lá no meu blog Escritos na Memória.
Participe. Acho que vai ser divertido, e ao final tem premio pro vencedor.
grande abraço!
Lu C.
Gracias pelas palavras calorosas...
Parabéns pelo blog.
Caro amigo Eduardo
Antes de mais, agradeço a sua visita e as suas gentis palavras - tentarei trabalhar para que possa voltar com agrado!
Acabo de me inscrever também como seu seguidor e voltarei para uma visita mais longa a este seu espaço: pelo que nesta primeira visita pude apreciar, darei sempre por muito bem empregado o tempo que conseguir passar aqui!
Abraço. Volte sempre, é bem vindo!
E a chuva mais ferina é essa que chove do lado de dentro.
Gostei dessas palavras ritmadas, fluíram como chuva serena, manchada de sangue, e ignorada quando a mão amiga é estendida em meio ao caos.
E obrigada por sua visita, sinta-se a vontade para voltar.
Pretendo visitá-lo mais vezes, para ler em outras estações, quem sabe.
Quando sem rumo, molhado da chuva, do pranto, o calor vem do céu...
Lindo...
Sempre bom voltar aqui.
Beijos Confessos.
Gostei deste espaço.
Abraço
Por vezes, é no meio das adversidades que se encontram os anjos !
Gostei de conhecer o teu blog. Parabéns !
Olá. Tudo blz? Estive por aqui dando uma olhada. Muito legal. lindas poesias. Gostei. Apareça por lá. Abraços.
Que descrição espacial magnífica! O sentimento da queda humana, a interajuda... Às vezes o desconhecido é o nosso melhor amigo! Tem talento!
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