sexta-feira, 10 de junho de 2011

Liberdade do poeta


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O poeta é humano, mas livre e sem peias

A sua liberdade voa com a volúpia dos ventos

Apenas fica aquém da vontade do Deus Criador

Por que é um ser centrado na procura de panaceias

Apesar disso pode esquecer tais momentos

E ter ele próprio o papel de homem libertador

*

Sou pobre de condição que humilde poeta encarna

Não tenho desejos de riqueza, lisonja ou afins

Sinto e desfruto da felicidade do pensamento

Com ele tudo alcanço, pois dele tudo emana

Tanto posso estar ao lado dos anjos Serafins

Como sentir o demónio enquanto tormento

*

A força dos poderosos deixa-me indiferente

Eles não podem vergar a minha imaginação

Não sinto ódio, só pesar pela sua desdita

Seu domínio tudo arrebata sem deixar semente

Esquecendo as enormes ondas de indignação

Dos atingidos pela sua acção maldita

*

A felicidade deste mundo é ténue e passageira

Mas todos nós a buscamos desenfreadamente

Há pessoas com a ilusão de que a encontraram

Eu sinto a poesia como uma suave passadeira

Pela qual posso atravessar a margem placidamente

Ao encontro da vida que outrora me prometeram

*

O poeta diz o que sente ou aquilo que pensa

Pode ser a verdade ou utilizar a imaginação

Usa a escrita como arma ou princípio de paz

A sua liberdade assumida tudo condensa

O que escreve pode não passar de ficção

A arte da escrita está no segredo daquilo que faz

*

A liberdade do poeta é única e intransmissível

Só ele tem o coração pronto para a albergar

O seu dom está na transmissão dos sentimentos

Por amor e para o amor, eu sou fiel e sensível

O meu espaço de liberdade será sempre um aconchegar

Para os que anseiam pelo amor em todos os momentos

5 comentários:

Vivian disse...

Bom dia,Eduardo!!

Belíssima sua poesia!!Profunda e muito reflexiva!Adorei!
Parabéns pelo seu blog!
*Obrigada por visitar meu Jardim, seja sempre bem vindo!
Beijos!
Boa semana!

IVANCEZAR disse...

Um belíssimo poema , que delata a intimidade do poeta com seus versos.
Para mim um prazer e uma honra conhecer-te, assim como foi um prazer poder conhecer a bel FÁTIMA, onde estive em janeiro. Comprei deliciosos doces numa casa próxima ao santuário e tomei um café expresso num barzinho da esquina(próximo ao parque).
Forte abraço aqui do sul do Brasil !

Ricardo Calmon disse...

OLÁ MEU BOM POETA EDUARDO SANTOS, HONRADO FICO COM VISITA SUA AOS CAMPOS DE GIRASSOIS MEUS, ORÁCULO A AMIZADE EM VERDE AMARELO!BEMVINDO SEMPRE!
SABE , AMIGO ESCRIBA, MUITOS POETAS TIVE A HONRA DE CONHECER,ALGUNS FAMOSOS,MAS...É A PRIMEIRA VEZ QUE VEJO UM POETA SORRINDO,COMO O SOL FOSSE!
TE ABRAÇO, E DAGORA A PARTIR, NEÓFITO TEU SEREI!

VIVA LA VIDA

VIVER É PURA MAGIA
RICARDO CALMON

CONCEIÇÃO DUARTE disse...

MEU QUERIDO! qUE LINDO SEU POEMA.
AQUI NESSE MUNDO, ACABAMOS NOS ESQUECENDO UNS DOS OUTROS, MAS NÃO POR MALDADE, E SIM POR FALTA DE TEMPO, E PORQUE A VIDA É ASSIM MESMO. MAS SEMPRE VOLTAMOS. MORRI DE VERGONHA PORQUE NÃO TE SEGUIA. qEU GAFE! ME PERDOE.

ADOREI VC POR LÁ!
TB VOLTAREI, UM BEIJINHO, E INTÉ QUALQUER HORINHA, con

beijafloremflor disse...

Olá Eduardo!
Que belo poema, muita e profunda inspiração, lindo!!!
"...A felicidade deste mundo é ténue e passageira.Mas todos nós a buscamos desenfreadamente....."

Achei lindo mesmo.
Voltarei sempre aqui para ter o privilégio de ler suas postagens
Beijo & abraço
Rosane