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Tempo que és sucessão eterna de instantes
Palavra na qual tudo cabe e em tudo se dilui
Preciosismo fugaz, mas nunca efémero
Que me levas a lutas permanentes
Por aquilo que meu ser não possui
Onde não conta a qualidade ou número
Tempo que existes impondo tua presença
Sem olhar a queixumes ou sorrisos
Que ora bafejas em hora de sorte
Ou matas quem não têm crença
Tua carruagem me leva a mil paraísos
Por caminhos de vida ou de morte
Tempo de hoje e de outrora
Que viste o meu nascer
Conduziste minha vida fora
Agora controlas a minha hora
Esperas meu tempo de fenecer
Mesmo assim não vais embora
Tempo que somas horas e minutos
Que não dás contas a ninguém
És mau para uma mulher bonita
Carrasco amável para muitos
Que não sentem o teu desdém
Pensando ter vida infinita
Tempo que tudo deves a alguém
Mas que guardas ciosamente
Tudo quanto te pertence ou não
Tempo que esbanjas no harém
Belezas que emergiram precocemente
Alimentadas com prazer e sem pão
Tempo maldito que me confundistes
Num longínquo dia de sol radioso
Quando embarquei naquele navio
E acompanhei colegas tristes
Envergando uniforme verde e sedoso
Em demanda pelo lugar do extravio
Tempo que tudo fizeste para me roubar
Vida que ousaste condicionar
Impediste meu ideal de sonhar
Contra ti lutei até sangrar
Mesmo debilitado em tremendo esgar
Consegui fugir e o caminho encontrar
Hoje mesmo só sinto-me feliz
Por não saber o tempo que tenho
Faça sol, chuva ou sopre um vento medonho
Aqui me encontrarás como um petiz
Cantarolando que o amor é um sonho
Mas sem medo de seres enfadonho
Palavra na qual tudo cabe e em tudo se dilui
Preciosismo fugaz, mas nunca efémero
Que me levas a lutas permanentes
Por aquilo que meu ser não possui
Onde não conta a qualidade ou número
Tempo que existes impondo tua presença
Sem olhar a queixumes ou sorrisos
Que ora bafejas em hora de sorte
Ou matas quem não têm crença
Tua carruagem me leva a mil paraísos
Por caminhos de vida ou de morte
Tempo de hoje e de outrora
Que viste o meu nascer
Conduziste minha vida fora
Agora controlas a minha hora
Esperas meu tempo de fenecer
Mesmo assim não vais embora
Tempo que somas horas e minutos
Que não dás contas a ninguém
És mau para uma mulher bonita
Carrasco amável para muitos
Que não sentem o teu desdém
Pensando ter vida infinita
Tempo que tudo deves a alguém
Mas que guardas ciosamente
Tudo quanto te pertence ou não
Tempo que esbanjas no harém
Belezas que emergiram precocemente
Alimentadas com prazer e sem pão
Tempo maldito que me confundistes
Num longínquo dia de sol radioso
Quando embarquei naquele navio
E acompanhei colegas tristes
Envergando uniforme verde e sedoso
Em demanda pelo lugar do extravio
Tempo que tudo fizeste para me roubar
Vida que ousaste condicionar
Impediste meu ideal de sonhar
Contra ti lutei até sangrar
Mesmo debilitado em tremendo esgar
Consegui fugir e o caminho encontrar
Hoje mesmo só sinto-me feliz
Por não saber o tempo que tenho
Faça sol, chuva ou sopre um vento medonho
Aqui me encontrarás como um petiz
Cantarolando que o amor é um sonho
Mas sem medo de seres enfadonho
Participando em Tertulias Virtuais
23 comentários:
Linda poesia sobre o TEMPO.
Participação importante nesta TERTÚLIA onde todos os tempos serão tratados!
Obrigado por participar!
Vida, Eduardo!
Tempo intemporal.
Abraço
Ruben
Sejamos assim optimistas.
Abraço
O tempo é bom, mas os pop-ups são uma perda de tempo.
Boa poesia.
Lindo o poema falando tao otimista sobre o tempo.
Gostei.
Bom domingo
Bonito poema :)
Um abraço
O tempo é inesgotável para um poeta.
Belo poema o seu! Bela participação nesta Tertúlia...parabéns!
Bom fim de Domingo!
Olá amigo de Tertúlia do Tempo, sabemos que o tempo é tudo e nada! Abstrato e carrasco. Mas... lindo o poema.
Uma ótima semana, CON
Eduardo, boa participação.
Tenha uma ótima semana.
Abraço.
Eduardo,
Obrigada pelo poema.
"Aqui me encontrarás como um petiz
Cantarolando que o amor é um sonho"
Gostei do optimismo e do empenhamento na alegria,o nosso estado independente, à revelia do tempo. E, é isso. Tudo é amor. Se calhar, o tempo,mais não é do que o amor que em tudo colocamos?
Um abraço
Fico feliz que tenha gostado da Tertúlia e mais ainda de ter gostado do meu "cantinho".
Obrigada por me linkar ok? Também estou levando teu link comigo.
Volte sempre que quiser, será muito bem recebido!Bjsarkne
Obrigada pela visita tão rica e importante para mim... Sou um bebê perto de vcs tão cultos e interessantes. Um beijo, CON
Olá Eduardo!
Obrigada pelos comentários e pela visita.
Percebo o que diz das contrariedades que nos fazem esquecer o riso. Mas tudo se treina e o yoga do riso é como se fosse um autêntico ácido corrosivo. Sem dar por nada, vamos mudando e concluíndo que "não rimos porque somos felizes, vamos sendo felizes porque vamos rindo... cada vez mais, por tudo e por nada"
A intenção daquele espaço seria tipo "aberto" para colocar questões, ajudar as pessoas a lidar com as frustrações, a ficarem menos deprimidas, aos casais vivenciarem melhores relacionamentos, por aí...
Não sei se será o formato certo...
Nestes dias, falarei sobre os três mitos que impedem de rir. Como há muitos blogs, vou tentar resumir ao máximo as ideías, colocando perguntas ao invés de afirmações e gravuras.
Qualquer sugestão é MUITO BEM-VINDA!
Sorrisos meus, para si!
Primeiramente Linda Poesia!!
Vim agradecer á presença em meu espaço mesmo que tenha sido "por acaso"
Um forte abraço
Lindo Post o seu tbm.
Mais que permitido,rs
Fique a vontade e volte sempre
Gostei quando diz que o "o amor é um sonho", muito belos teus versos. Parabéns e obrigada pela visita.
Vim espreitar...
Tinha que ser 'caranguejo'! ;)
Gostei do seu espaço e vou linkar.
[]
I.
OI, Eduardo,
Vim te agradecer a gentil visita. Então és jornalista, portugues e do signo de caranguejo? 3 qualidades!
beijão.
Obrigada, Eduardo, por sua visita e tão delicado comentário. Adorei a sua poesia também.Fala com eprtinência sobre esse tempo que nos cerca e que muitas vezes nos deixa atarentados,rs.Abçs.
Flavina Maria
CARO EDUARDO SANTOS
Antes de mais peço desculpa pelo atraso.
Acontece que só hoje vi o seu gentil comentário.
Tenho consciência de que sei contar histórias usando "ferramenta" que uso, Fotografia. mas adorava escrever como o Eduardo escreve...!
Aceite os meus sinceros Parabéns.
"...Quando embarquei naquele navio, acompanhando colegas tristes, usando uniforme verde e sedoso..."
Ora aqui está uma experiência que também vivi.
Grande abraço
E mais uma vez peço desculpa pelo atraso.
Gaspar de Jesus
Ainda bem que nos encontramos neste tempo, transportando todo o tempo que nos fez crescer, criar como obras de um grandioso ser... e que ainda não parou.
E em como somos parecidos quando transformados pelo tempo.
Efectivamente vejo-o escrevendo com elevado tempo de criador.
Sem dúvida... surpreendente o seu tempo
Um abraço
Como o tempo é importante.
Bela poesia falando do " tempo".
Desculpar ?
Adorei sua visita.
Obrigada pelas suas palavras.
Beijão
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