terça-feira, 25 de agosto de 2009

Porque existo?


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Em dias de nostalgia busco o impossível
O corpo fica presente mas o espírito divaga
Percorre anos-luz no tempo da imaginação
Sentado à beira mar de um Oceano invisível
Ou no alto escarpado de uma fraga
Procurando alguma réstia de doce emoção


A Vida de um ser humano é feita de arco-íris
Onde rodopiam sem parar os sentimentos
Com cores arrancadas à esperança
Caldeadas em ardorosos desejos pueris
Lutando em todos os momentos
Para fugir de uma cruel lembrança

Recordar a razão de ter nascido
Não é mera filosofia que me desbarata
Qualquer explicação da minha existência
Remete-me para um negrume desconhecido
Que com o tempo me esfarrapa e mata
Sem qualquer alívio de consciência

Só existo mas vivo sem saber porquê
Desconheço a origem do meu ser
Não quero finar sem o saber
Porque vim a este mundo e para quê
Gostaria que me fosse reconhecido perceber
É um direito que penso ter

Para alem das dúvidas sentidas
Fica a certeza da existência em concreto
Só a isso me posso agarrar e tentar potenciar
Olvidando objecções intrinsecamente mantidas
E vivendo um dia a dia que penso correcto
Para não sentir necessidade de me penitenciar

Na vida mantenho e sigo convicções
Pois tenho que me conformar com a realidade
Ser grato a quem me deu a Vida
Mesmo que Ele me imponha restrições
Devo aceitar o Seu amor e caridade
Só assim a Vida poderá ser plenamente vivida

10 comentários:

Úrsula Avner disse...

Caro poeta, você teceu nas linhas deste poema, sentimentos intensos em belas metáforas, numa temática lírica profunda que nos faz mergulhar no seu eu interior. Belo ! Meu carino.

ASAS AO TEMPO disse...

Olá Eduardo,

Tomei entre todo belissimo poema dois versos que marcaram:
..."Só existo mas vivo sem saber porquê
Desconheço a origem do meu ser"...

Sou assim também, existo e nada mais...
Voltarei, antes tomei a liberdade de coloca-lo etre meus favoritos e vou tentar segui-lo, posso?

Obrigada, sua presença em meu blogue trouxe-me até aqui...
Fiquei feliz com seu comentário em meu poema " O Silencio que morou em mim", esse poema é um Ode ao MEDICO MOSTRO Dr. ROGER ABDELMASSIF, que molestou centenas de mulheres no Brasil e que hoje está preso, graças a mim e a outras mulheres corajosas...

Tenho muitas visitas diarias de Portugal, e sempre fico me perguntando quem serão esses Portugueses que nunca deixam um comentário, tenho amigos pessoais (Poertas) em Portugal, JOAQUIM SUTELO , ANGELINO PEREIRA e mais...
Receba meu abraço...

Teresa Cordioli

disse...

A Vida de um ser humano é feita de arco-íris
Onde rodopiam sem parar os sentimentos

Assim somos meu caro amigo.
Suas poesias sempre me encantam.
suas palavras são tão leves e divinas.

Beijos e fique bem!

Luma disse...

Grandes verdades, faladas em versos, ludicamente assimilados pelo meu inconsciente! Parabéns, Eduardo!! Beijus

J. Araújo disse...

Vim retribuir a visita e agradecer a solidariedade pelo que tentaram fazer com meu blog(excluir. É bom nessas horas recebermos palavras de incentivo.

Obrigado de coração
Abraço

Malditos Patos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Christi... disse...

Muito lindo seu modo de escrever..suave, sincero...
Vim te desejar uma linda semana.

Bjs,
Chris

Lu Cavichioli disse...

Oi Eduardo, passei pra deixar um abraço.

Lindo poema, gostoso de ler e refletir.

Lu

ASAS AO TEMPO disse...

Voltei para re-ler...

na intenção de roubar de ti um pouquinho da cor do arco-íris de seus versos...


abraços de um dia fechado e chuvoso.

beijos, Teresa

fernando oliveira disse...

Eduardo, belos poemas tens aqui, pensamentos bem estruturados e deliciosamente poéticos.

Parabéns e abraços

Fernando