sábado, 23 de maio de 2009

Negrinha


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Tua tez escura sobressai
Branca nasces-te, de negro te revestiram
A natureza te metamorfoseou
Herdaste a pigmentação do pai
Por isso não te mentiram
Mas és fruto de quem te amou

Teu continente é o Mundo
Tua alma é mais branca que a neve
Teu sentir é hino profundo
A um Deus de amor Bailundo
Que em suas mãos te susteve
Salvando-te de um abismo sem fundo

Não te aceitaram pela cor
Escarneceram teus ancestrais
Mas tens todos os direitos
Porque foste gerada do amor
Querida e desejada pelos pais
Perfeita e sem quaisquer defeitos

Na escola brincas-te com os demais
Também sorrias, choravas e aprendias
Convivias com outros desiguais
Tua meninice foi cheia de ais
Suspiravas porque não sabias
Porque descriminaram teus pais

Teu percurso foi uma via estreita
Carregando a indiferença de muitos
A condescendência de alguns
Mas tal foi pequena maleita
Cera destinada a defuntos
Pois não deste importância a nenhuns

És bela entre as mulheres
Teu tisnado é deveras sedutor
Amas tudo aquilo que desejas
Teu coração é manancial de seres
Qual alcova de redentor
Onde geras tudo que almejas

4 comentários:

Daniel Savio disse...

O que importa é qual a cor que o nosso coração tem...

E com certeza um coração negro pelo ódio e o egoismo é o pior.

Fique com Deus, menino Eduardo.
um abraço.

Sara L.Miranda disse...

Uma bela mensagem e blogue.
Um beijinho

Úrsula Avner disse...

Caro escritor, bonito e encorpado poema numa mensagem reflexiva e importante. Um abraço.

Fragmentos Betty Martins disse...

._________querido Eduardo



todos os corações_________têm a mesma cor


belo poema a "esta" belíssima cor de mulher





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beijO____ternO