sábado, 12 de janeiro de 2008

Outono da Vida










No Outono de muitas cores
Predomina o amarelo sem vida
Tal como as folhas incolores
Após forte ventania sentida

Mas a porta está aberta
Em frente à estrada da vida
Segue-a como coisa certa
Terá que ser percorrida


No seu termo encontrarás o Inverno
Não pares para lamuriar
Tira o teu coração do inferno
Corre, ainda tens uma vida para dar

Procura pela primavera
Olvida o Outono da vida
O prazer é uma quimera
A dor não é indefinida

Enquanto criança choras-te
Quando jovem vives-te em euforia
Em adulto te tornaste
Sem saberes que a vida morria

A vida é uma passagem
A Terra estação em permanência
Cá lutas por uma miragem
Como quem sofre de demência

Vai pelos campos fora
Colhe as flores belas da natureza
Ouve com atenção a ave canora
Ela louva uma realeza

Será o Deus do céu e da terra
O objecto do seu louvor
Sobe ao alto da serra
Entrega-te sem medo e com amor

Não pediste para nascer
Mas o amor te deu vida
A próxima etapa será morrer
Aceita-o de forma soerguida

Vida é um dom de Deus
Tem princípio e também meio
Será o fim dos olhos teus
Mas o nascer do teu anseio

1 comentário:

Menina_marota disse...

Um poema de dor e esperança... entre o Viver e.. Morrer!

Bj